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Mostrando postagens de janeiro, 2014

Mulheres indianas.

Semana passada, a seguinte notícia correu pelo mundo cibernético:   http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/indiana-e-julgada-e-estuprada-por-se-apaixonar.  A gente fica sem reação por uns momentos, depois tenta pensar sobre o assunto. E aí vem a enxurrada de comentários debaixo do post: "Que absurdo", " Que país de animais.", "Onde estava o namorado para defendê-la?", e blá blá blá. No entanto, lembrei de outro fato, muito comum, principalmente no Facebook e demais redes sociais. São comuns montagens de "humor" nas quais uma mulher (geralmente negra ou obesa) aparece supostamente dizendo que não gosta de estudar e dançando funk/axé e na ilustração seguinte, aparecer grávida, com frases do tipo: "orgulho de dançar funk" ou algo assim. Não é um tipo de humor do qual eu goste. Mas me lembrei disso ao ler a notícia. As pessoas parecem se esquecer de que muitas dessas meninas são violentadas e até mortas nesse bailes fun...

Top 5: Coisas que me irritam.

5- Conversar comigo quando acordo. NÃO faça isso. Eu amo dormir, minha vida é dormir. É como se tivessem cortado uma parte do meu corpo quando acordo. Dura uns cinco minutos mais ou menos, passa logo. Mas vou comer sua cabeça se vier com : "Conseguiu dormir com esse calor?" 4- Ultimamente, estar atrasado sem avisar. Antes eu nem ligava, tudo bem. Hoje em dia sou neurótica, começo a me irritar profundamente. Deve ser porque vivo levando chá de cadeira na cabeleireira. Você com horário para ir trabalhar, pegar ônibus, enquanto tem madame embaçando para escolher esmalte ou contar da filha sem juízo que trancou a faculdade. 3- Se oferecer de companhia pra ir caminhar comigo. É meu momento, no qual eu penso, choro, imagino histórias, ouço minhas músicas. Não é nada pessoal, mas quando eu quiser companhia, te chamarei. E o pânico de vizinha que você nem sabe o nome direito: "Sempre te vejo andando, vamos juntas qualquer dia? NÃO! 2- Me chamar de " Mari"...
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No fim das contas...
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Pra curtir uma fossa. Porque ninguém é de ferro.

Leminski.

Bem no fundo Leminski No fundo, no fundo, bem lá no fundo, a gente gostaria de ver nossos problemas resolvidos por decreto a partir desta data, aquela mágoa sem remédio é considerada nula e sobre ela — silêncio perpétuo extinto por lei todo o remorso, maldito seja quem olhar pra trás, lá pra trás não há nada, e nada mais mas problemas não se resolvem, problemas têm família grande, e aos domingos saem todos a passear o problema, sua senhora e outros pequenos probleminhas. Parada cardíaca Leminski Essa minha secura essa falta de sentimento não tem ninguém que segure, vem de dentro. Vem da zona escura donde vem o que sinto. Sinto muito, sentir é muito lento.

Batman: Earth one.

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Sou apaixonada pelo Batman. Adoro seu uniforme negro, seu mistério e a ideia que ele traz de que podemos transformar a nossa dor ou nosso medo em algo maior. Essa apreciação talvez exista também pelo fato de que eu tenha um certo problema com super-poderes (mas gosto do X-MEN, acho divertido), e aprecio o fato do Batman não ter o "poder" de voar, de ler mentes, de se transformar em animais; ele é gente como a gente, precisa trabalhar duro para conseguir ser um herói.  Devo confessar que a trilogia cinematográfica de Christopher Nolan me fez querer saber mais sobre o morcego. Para mim, especialmente o terceiro filme foi uma viagem psicológica. Diria que a maioria dos fãs de Batman preferem a Michelle Pfeiffer como Catwoman. Eu não. Talvez porque eu não acreditasse em Anne Hathaway e fui  surpreendida positivamente , tanto pela atuação como pelo papel ( fato que me lembra que muitas vezes não acreditam em mim também e eu consigo fazer as coisas, ou pelo menos tento). Mas...
Sou da galera que vê a vida e tudo o que dela implica como uma grande piada. Lembro-me de ter visto esse poema no ensino médio e nunca o esqueci. É irônico, mas sem perder a "fofice". Declaração de amor Carlos Drummond de Andrade. Minha flor minha flor minha flor. Minha prímula meu pelargônio meu gladíolo meu botão-de-ouro. Minha peônia. Minha cinerária minha calêndula minha boca-de-leão. Minha gérbera. Minha clívia. Meu cimbídio. Flor flor flor. Floramarílis. floranêmona. florazálea. clematite minha. Catléia delfínio estrelítzia. Minha hortensegerânea. Ah, meu nenúfar. rododendro e crisântemo e junquilho meus. Meu ciclâmen. macieira-minha-do-japão. Calceolária minha. Daliabegônia minha. forsitiaíris tuliparrosa minhas. Violeta... amor-mais-que-perfeito. Minha urze. meu cravo-pessoal-de-defunto. Minha corola sem cor e nome no chão de minha morte.

Conversa de moças. (Intertextualidade)

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Primeiro Motivo da Rosa/Cecília Meireles Vejo-te em seda e nácar, e tão de orvalho trêmula, que penso ver, efêmera, toda a Beleza em lágrimas por ser bela e ser frágil. Meus olhos te ofereço: espelho para face que terás, no meu verso, quando, depois que passes, jamais ninguém te esqueça. Então, de seda e nácar, toda de orvalho trêmula, serás eterna. E efêmero o rosto meu, nas lágrimas do teu orvalho... E frágil. Chanson: Mon amie la rose . On est bien peu de choses Et mon amie la rose, me l'a dit ce matin. Oui, j'étais la plus belle des fleurs de ton jardin... (Nós somos pouca coisa E minha amiga rosa, me disse isso esta manhã Sim, eu era a mais bela das flores de teu jardim....)

It can't rain all the time...

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"So, nobody ever told you how it was gonna be? So, what will happen to us, baby? I guess we'll have to wait and see..."

Mais do mesmo/Obsessão.

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"Ela duvidava de si mesma. Mikael Blomkvist viva num mundo habitado por pessoas com profissões respeitáveis, que tinham vidas organizadas e talentos de gente adulta. Os amigos de Mikael faziam coisas, apareciam na TV e produziam grandes manchetes. Para que eu serviria ? O maior medo de Lisbeth Salander, tão grande e negro que assumia proporçõess fóbicas, era que as pessoas rissem de seus sentimentos." "A dor foi instantânea e insuportável que Lisbeth se deteve imediatamente, incapaz de se mexer." " Salander, que ridícula, que idiota você é! , disse a si mesma em voz alta." Os homens que não amavam as mulheres ./ Última página.

Lady Chatterley

Livro: Lady Chatterley. Há uns dois anos mais ou menos, o mundo estava vivenciando o fenômeno provocado pela trilogia “50 tons de cinza”. Lembro-me de ter ido até uma livraria e a mesma estava tomada por edições da série, atendentes iam e vinham buscar algum exemplar, pessoas saíam com os boxes a cada segundo. Ali eu vi de perto como funcionam essas histórias de “fenômenos” e foi divertido. Li a penas o primeiro livro e gostei. Mas apenas isso. O BDSM é um assunto complicado creio eu, então não entro em discussões, também por não saber muita coisa a respeito. Apenas li e gostei, sem fanatismo. E eis que cai em minhas mãos o Livro “O Amante de Lady Chatterley”, escrito por D.H Lawrence. Acabei de lê-lo e um paralelo com 50 tons se fez construiu automaticamente para mim. Comecemos por dizer que os dois têm de pano de fundo o “assunto proibido”: sexo. Mas eu vi uma grande diferença entre na abordagem dada por eles ao tema. No Bestseller de Erika Leonard James, Anastasia é u...

Inception/ Neurose do "Não"

                  As poucas pessoas que me conhecem sabem o quanto amo cinema. Amo de verdade, e até penso em fazer um estudo acadêmico sobre isso um dia. Acho maravilhoso contar histórias, os bastidores, ver os efeitos. E o fato é que certos filmes me fazem viajar. Mas não viajar de um jeito normal. E deve até ser um problema psicológico, pois já fiz coisas baseadas em filmes. Em 2011 meu namoro afundou porque quis brincar de Titanic (sem trocadilho). E vi que na vida real, infelizmente depois que tudo acaba, quem esteve participando do enredo com você não vai desfilar no tapete vermelho e tirar fotos mostrando que tudo passou e que todo mundo é lindo e amigo atrás das câmeras. Há amargura, há dor, raiva…nunca me esqueço do dia em que minha irmã veio depois do ocorrido e me disse ”O seu problema é achar que a vida é clipe da MTV.” Na mosca! Sim, é estúpido, mas Titanic mexeu comigo nesse nível. Algo parecia se ligar, se acender dentro de...