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Mostrando postagens de dezembro, 2017

Trapped.

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Existe uma série na Netflix chamada Trapped.  Ela é islandesa, e eu  que não apegada a paisagens assitia só pra ver aquela montanha de neve milimetricamente bagungada. Por vezes, conversando com colegas de trablaho, a gente sente aquela arrogância "ah, sou fluente no inglês.", "ah sou fluente no francês". Meu...tem tanta língua para aprender! mas tanta! A língua da série é um imã pra mim. Adoro não entender...daí eu entendo meus alunos quando dizem que nçao me entendem. Isso é meu lembrete de que somos apenas "shadows and dust", como diz o Gladiador. Não se ache porque você fala uma, duas línguas. Se ache quando você falar umas 5 ou 6. Daí você começa a se achar. Mas mesmo assim, segura bem a bola. Outro ponto, o protagonista. Gente, eu quero ele pra mim!!! O ator se chama  Ólafur Darri Ólafsson, e procurando sobre ele, achei esse artigo:  https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2016/feb/24/trapped-bbc-olafur-darri-olafsson-interview  que foi...

Ode ao ano.

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Ficar sem escrever sobre o ano que passou é muito anti-clichê. E o nome do meu blog tem clichê, alors, allons-y! 2017, que ano do inferno. Acho que em janeiro, quando comecei com a resolução de morar sozinha e todo aquele discurso de "quero ser adulta", "quero ser responsável", "quero sofrer pra crescer", etc, a vida me olhou e disse: "ah, você quer ser adulta? Então vamos lá." Perdi o amor da minha vida esse ano, meu pai. É aquela história, não sabia que doía tanto...depois dele ter tido um infarto em 2016, ter um AVC para mim parecia o mesmo que dizer que ele tava com uma espinha no nariz. Infelizmente, ele não aguentou. Arrependimentos sobre minha relação com ele, vários. Mas talvez a principal aprendizagem foi que "a vida sem música seria um erro." Qualquer música hoje me lembra dele e eu daria minha vida para dizer que acho as músicas que ele cantava muito massa. E se pudesse, eu diria também que ele faz mais falta no mundo do ...

Amor em tempos de cólera.

E...o que é o amor? Pergunta clichê do ultra-mega-master chichenismo da categoria lugar-comum. Existem duas obras que me fazem refletir sobre a pergunta: o filme de Hannah Arendt e o conto La chambre, de Sartre. Talvez o foco último do filme de Hannah seja sua relação com Heidegger (este sendo "acusado" de partilhar da ideologia nazista durante a segunda guerra, sendo que Hannah era judia.) Mas eu me ative a esse romance. Afinal o amor é uma construção social? Se sim, e aquela ideia de amor além do bem e do mal? Se partirmos dessa premissa do vale-tudo, o que dizer para um nazista sobre uma judia se relacionando? Essa relação é aceitável? Eu, enquanto uma pessoa que partilha da ideologia de esquerda, me relacionaria com um Bolsomito? Se não, isso é amor? Se sim, isso deve perpassar quem eu sou e em que eu acredito? Devo abrir mão de quem eu sou por quem eu supostamente amo? As ideias devem estar em segundo plano? Já o conto La chambre explora o casal Ève e Pierre. A histór...