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Mostrando postagens de janeiro, 2015

Sobre a lei do silêncio

Sou uma pessoa calada. Muito calada mesmo. Minha mãe sempre fala isso, seja para mim ou para os outros, em minha presença ou não. Há explicações psicológicas diversas, como o fato de eu ter uma irmã que sempre se destacou em tudo o que fez e que faz parecer o que eu conisgo um lixo. Mas na boa, saí dessa vida faz tempo. As conquistas dela são as conquistas dela e as minhas são minha responsabilidade. Simples assim. Não se pode culpar o mundo por consequências de nossas escolhas. Fui muito irresponsável em várias coisas na vida, às vezes por querer ou sem-querer. Hoje vejo que tenho de ter mais zelo, por mim mesma. Outro fator: acho que por eu ser a mais nova de casa e portanto estar mais em contato com o "mundo" e essa vibe de Face, twitter, etc tenho contatos com pessoas de todas as tribos. E como às vezes meus pais discordam disso, eu me calo. Eu penso assim: eu moro com eles, dependo deles para muita coisa, e eles têm direito a ter uma opinião. O contexto dele...

Assunto adulto: cinquenta tons de cinza.

Sou apaixonada por Law and Ordewr: SVU. Acabei de ver três episódios e o tema central da série é abuso sexual/emocional/físico, tanto contra mulheres como contra crianças. Já houve alguns episódios em que as vítimas eram homens, foi bem interessante também Juntando isso com a "vibe feminista" que assola a internet e com o fato de que fevereiro  nos trará a estreia do filme "Cinquenta tons de cinza" temos a receita para fazer o caldo ferver e até explodir. Acabei de ler este artigo : http://everydayfeminism.com/2015/01/myths-about-bdsm/  e o achei bem interessante. Pena que está em inglês, mas posso traduzir se alguém se interessar. Começo ratificando que vejo duas perspectivas no feminismo: aquela que nos dá evidencias e nos faz raciocinar sobre como tudo nos afeta se somos mulheres (salários menores, obrigações de casa, obrigações estéticas, etc) e a "corrente romântica", as mulheres que fazem topless em praia, em passeata, etc. Achava que eu...

Reflexões sobre Feminismo (parte 1)

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Entrei em contato com o Feminismo de forma mais aprofundada ano passado. A gente sempre começa com os "clichês": Simone de Beauvoir, Gloria Steinem, e as mais recentes Regina Navarro Lins e Nádia Lapa. Mas confesso que  quem chegou mais perto de me cativar foi a Nádia. Sabe aquele feeling do " Fui com a cara"? Bem por aí. A Regina Navarro acho que tem um discurso perigoso. Se você prestar atenção, ela sempre diz "as pessoas querem casamento aberto", "traição é algo que não existe",  "casamento é algo do passado" etc. Ela declara meio como imposição e isso pode dar margem para maridos dominantes usarem isso como argumento "Tá vendo, isso é normal, você que é retrógrada." Enfim, visão minha. Não gosto dela.  Sigo diversas páginas no Face e elas me deram uma boa base em diversos aspectos. Sempre digo que se tivesse conhecido essas ideias antes, teria sofrido bem menos com relacionamentos, opiniões alheias sobre...