Trapped.

Existe uma série na Netflix chamada Trapped.  Ela é islandesa, e eu  que não apegada a paisagens assitia só pra ver aquela montanha de neve milimetricamente bagungada.
Por vezes, conversando com colegas de trablaho, a gente sente aquela arrogância "ah, sou fluente no inglês.", "ah sou fluente no francês". Meu...tem tanta língua para aprender! mas tanta! A língua da série é um imã pra mim. Adoro não entender...daí eu entendo meus alunos quando dizem que nçao me entendem. Isso é meu lembrete de que somos apenas "shadows and dust", como diz o Gladiador. Não se ache porque você fala uma, duas línguas. Se ache quando você falar umas 5 ou 6. Daí você começa a se achar. Mas mesmo assim, segura bem a bola.

Outro ponto, o protagonista. Gente, eu quero ele pra mim!!!





O ator se chama Ólafur Darri Ólafsson, e procurando sobre ele, achei esse artigo: https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2016/feb/24/trapped-bbc-olafur-darri-olafsson-interview que foi o cheque-mate. Tô apaixonada. 💗💗💗💗
Não vou ficar martelando naquela baboseira de representatividade forçada, mas ver um ator com sobre-peso, em algumas cenas sem camisa, incluindo uma de sexo (moderada, mas teve) foi algo do tipo legal pra cacete.A esposa dele foi uma vadia, acho que nunca xinguei tanto a televisão como no último episódio em que ela o deixa sozinho e leva as filhas.

Mas Trapped, assim como The killing nos ensina sobre....frustração. Insisto nesse assunto porque acho que eu como pessoa não sei lidar com isso. Meus alunos não sabem lidar com isso, como vou cobrara deles? A série nos mostra também que as pessoas boas cometem deslizem, às vezes gravíssimos. Os dois crimes da série tiveram autores nada esperados. Ver o Andri ♥ prender o sogro foi de cortar o coração. Enfim, gelo pra todo lado, protagonista diferente, outra língua, final triste e não-chiclê fazem de Trapped a melhor série que já vi.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dia do Beijo.

Pais na estante.

Experiências literárias.