A revolta da boneca.
Casa de bonecas, peça teatral escrita por Henrik Ibsen (norueguês) nos convida para mais um mergulho na instituição humana, que talvez seja a mais examinada na literatura: o casamento. Confesso que esse ponto é algo que às vezes me incomoda na literatura francesa: aparentemente o repertório de temas abordados são em sua maioria críticas e histórias açucaradas de casamento arranjado, amor proibido e de relações humanas que se tornam exclusivamente trocas de favores e dinheiro. Madame Bovary é um dos carros-chefes literário do país da Torre Eiffel; Dom Casmurro no Brasil é considerado motivo de desavenças literárias até hoje. Romeu e Julieta com os ingleses nos mostra do que o amor é capaz e por aí vai.
O enredo do livro "Casa de bonecas" nos apresenta Nora, que em um momento de desespero e para ajudar a saúde do marido, faz um empréstimo, valendo-se de uma fraude: a assinatura falsificada de seu pai. O agiota em questão passa a ameaçá-la quando o marido de Nora se torna seu chefe e ameaça demiti-lo. A tensão na peça é crescente: Ibsen nos mostra o desespero da esposa devorando a paz do reinado que ela pensa que existe. O agiota envia a carta relatando tudo para o marido e então a casa de bonecas de Nora termina por ruir de vez. O marido ameaça expulsá-la, diz que ela não é uma boa referência para os filhos e ofende a esposa de todas as maneiras possíveis. Logo em seguida, ele recebe uma notícia que "abafa" o escândalo e acha que tudo pode voltar ao normal. Nora, em um discurso épico, decide abandonar a família. A peça se encerra com a partida dela.
Acredito que quase todos nós tenhamos vivenciado um momento de pura pressão, em que simplesmente não sabemos mais o que fazer. Seja em qualquer classe social, em qualquer ambiente, a situação de muro se fechando parece ser inerente a nós. Qual foi uma situação sufocante em que você se viu sem poder fazer absolutamente nada?
Literariamente, a peça é ágil, mostra em poucas linhas a propostas das personagens e se desenvolve de forma coerente. O fim pode deixar alguns leitores indignados (obs: existe um final alternativo!), mas pessoalmente, aquilo foi lindo. Pude fazer uma ligação com o filme "Mother", meu favorito desse ano, filme que mostra o que acontece quando rompemos o nosso próprio limite.
O enredo do livro "Casa de bonecas" nos apresenta Nora, que em um momento de desespero e para ajudar a saúde do marido, faz um empréstimo, valendo-se de uma fraude: a assinatura falsificada de seu pai. O agiota em questão passa a ameaçá-la quando o marido de Nora se torna seu chefe e ameaça demiti-lo. A tensão na peça é crescente: Ibsen nos mostra o desespero da esposa devorando a paz do reinado que ela pensa que existe. O agiota envia a carta relatando tudo para o marido e então a casa de bonecas de Nora termina por ruir de vez. O marido ameaça expulsá-la, diz que ela não é uma boa referência para os filhos e ofende a esposa de todas as maneiras possíveis. Logo em seguida, ele recebe uma notícia que "abafa" o escândalo e acha que tudo pode voltar ao normal. Nora, em um discurso épico, decide abandonar a família. A peça se encerra com a partida dela.
Acredito que quase todos nós tenhamos vivenciado um momento de pura pressão, em que simplesmente não sabemos mais o que fazer. Seja em qualquer classe social, em qualquer ambiente, a situação de muro se fechando parece ser inerente a nós. Qual foi uma situação sufocante em que você se viu sem poder fazer absolutamente nada?
Literariamente, a peça é ágil, mostra em poucas linhas a propostas das personagens e se desenvolve de forma coerente. O fim pode deixar alguns leitores indignados (obs: existe um final alternativo!), mas pessoalmente, aquilo foi lindo. Pude fazer uma ligação com o filme "Mother", meu favorito desse ano, filme que mostra o que acontece quando rompemos o nosso próprio limite.
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