"Elle est tellement fabriquée; sa cravate, sa voix, la manière dont elle tape sa cigarette contre la table, tout est fait exprès." (Beauvoir, Invitée, 1943, p. 57).
Hoje, 13 de Abril, convencionou-se como o "Dia do beijo". No Facebook, fotos choveram o dia inteiro. Vi a língua de todo mundo quase, rsrsrs. Expressão de afeto, em algumas sociedades é correto beijar na boca até os menos conhecidos, falando aqui do vulgo "selinho". A França é um dos lugares onde isso acontece, segundo minhas professoras da Aliança Francesa que tiveram contato com nativos. Na Idade Média, o selinho entre homens era sinal de pacto, como na caso da relação de Suserania e Vassalagem, durante a cerimônia de posse. Na igreja Católica, havia o chamado Beijo Sagrado , ou O sculum Pacis: acreditava-se que havia a transferência de espíritos entre aqueles que se beijavam na bochecha. Até certo período do século XVI, era parte da celebração da missa. A Reforma Protestante o eliminou de vez das celebrações. Sempre me perguntei como deve ter sido o primeiro casal a descobrir o prazer do tal do beijo. E ainda, caso este não tivesse sido convenci...
Hoje é dia dos pais. Estou sem o meu aqui, mas este é assunto para outro post. Estava pensando em livros que tenham um pai como figura importante, e acho que aqui estão eles: A morte do pai , Karl Ove Knausgârd. Em dezembro de 2017, fui até uma livraria em Jundiaí comprar um livro que minha irmã pediu. Estava na Saraiva. Olhos vão, olhos vem, tira e põe de livro nas estantes. E eis que me deparo com esse título: A morte do pai . Não pensei nem meio segundo. Ele ainda está lacrado na minha estante, pois acho que ainda não consigo ler. O livro trata, obviamente, do cotidiano pós-morte em uma família. A "pressa" em se livrar do corpo, problemas financeiros, encontros e conflitos familiares, o retorno à casa depois de anos...tudo o que um dia todos viverão. https://www.americanas.com.br/produto/122758135/livro-a-morte-do-pai?opn=YSMESP&loja=02&epar=bp_pl_00_go_liv_todas_geral_gmv&WT.srch=1&gclid=Cj0KCQjwtb_bBRCFARIsAO5fVvHKoCc-GtaRqXvSoOfN-SvUssh_...
O grande desafio do meu 2017 foi Les liaisons dangereuses. Demorei mais ou menos uns nove meses para terminar e o lia no ônibus, momento que aguardava sempre. No começo, me diverti mais. Depois, com o meu 2017 indo ladeira a baixo a partir de setembro, conseguir concentração para ler quatro páginas seguidas que fosse, era muito. Mas consegui, e acima de tudo, recomendo: sua escrita, para quem estuda francês é ricamente construída com os pronomes complementos; mesmo sendo uma obra do século das luzes, a linguagem utilizada é muito fácil de ser compreendida ou inferida e o tema é a manipulação em todos os sentidos: social, amorosa, sexual, patriarcal como a época obviamente tem. A histótia se apresenta em pontos que deleitam e que perduram até hoje: a mulher mais velha que considera a mais nova como inimiga; a mãe que não sabe se tranca a filha num casamento ou num convento; o conquistador baixo que seduz e usa a todos. Sério, me diverti lendo. Tirou aquela cortina de fumaça, bebida e ex...
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