Cuidado com os kaysar!
Odeio BBB. Acho uma falta de tempo e conteúdo absurdos. Mas acabo vendo muita coisa por tabela, ao acessar redes de notícias principalmente.
Nessa edição, bombaram as notícias do Kaysar, um participante-refugiado sírio. Só de ter essa história, o coração derrete. Um dia li uma manchete que contava o quanto ele tinha chorado de saudades da mãe que está na Síria. O coração derreteu de novo...e ao mesmo tempo, uma luz se acendeu. Havia algo errado. Mas o quê? Como não sentir pena e se solidarizar com tal história? Algumas semanas depois, ele se envolveu com Patrícia, participante tida atualmente como bruxa. Em um momento do programa, a moça vestida literalmente de bruxa pergunta se está feia. Ele responde "tá igual no dia a dia". Ela tentou ter uma DR porque ele supostamente olhou para outras mulheres e ele jogou "eu sou o cara que viveu na guerra. Perdi família e amigos.' A velha ladainha do macho que sempre tem uma desculpa. Não defendo a moça, pois nunca vi um episódio desse treco. Escrevo baseado em notícias estilo clickbaits.
Hoje pela manhã entendi o motivo de eu ter achado a história um déjà-vu.
Conheci um tipo assim em 2016. O tipo Kaysar. Negro, professor de história. Na primeira conversa, o choque: "vi meu pai matar minha mãe com 8 anos". Uau. Meu coração derreteu. O tempo passou, e cada vez mais histórias em que ele era o herói-vítima: "fulano não gosta de mim porque sou negro, não tenho dinheiro para o ônibus", até que um dia virou um singelo "pode me emprestar tanto? Preciso de um carro pra levar minha filha na escolinha". Claro, como não?
E a coisa foi longe...a última vez foi dinheiro emprestado pra um quimono novo, afinal "não queria ir pro exame final de faixa com meu quimono velho e rasgado." Total: me deve 2500, mais ou menos. Eu poderia ter viajado. Eu poderia ter comprado o que eu quisesse. Eu poderia não ter passado certos apertos se tivesse esse dinheiro. Houve até um episódio em que eu emprestei meu cartão para ele comprar o tal quimono e eles gastou em outra coisa. mas eu não deveria me preocupar, afinal "eu sempre te defendo de todo mundo". Epa! Me defende de quem? Quem fala mal de mim? "Não posso dizer, você ficaria chateada". E até hoje não sei quem falou.
Lendo isso, vejo como fui trouxa. Sinto vergonha de mim e dos meus atos. Mas fico mais desesperada por ver como as coisas se invertem na vida real. O Kaysar vai ser herói. Assim como esse fulano que tive a infelicidade de encontrar é herói onde quer que ele passe.
Obs: a história do pai que matou a mãe é mentira.
Obs 2: a pessoa em si paga mensalmente uma quantia para um amigo fazer os trabalhos dele da faculdade EAD.
Obs 3: não recebi um centavo até hoje. E sim, sou a louca e bruxa da história.
Nessa edição, bombaram as notícias do Kaysar, um participante-refugiado sírio. Só de ter essa história, o coração derrete. Um dia li uma manchete que contava o quanto ele tinha chorado de saudades da mãe que está na Síria. O coração derreteu de novo...e ao mesmo tempo, uma luz se acendeu. Havia algo errado. Mas o quê? Como não sentir pena e se solidarizar com tal história? Algumas semanas depois, ele se envolveu com Patrícia, participante tida atualmente como bruxa. Em um momento do programa, a moça vestida literalmente de bruxa pergunta se está feia. Ele responde "tá igual no dia a dia". Ela tentou ter uma DR porque ele supostamente olhou para outras mulheres e ele jogou "eu sou o cara que viveu na guerra. Perdi família e amigos.' A velha ladainha do macho que sempre tem uma desculpa. Não defendo a moça, pois nunca vi um episódio desse treco. Escrevo baseado em notícias estilo clickbaits.
Hoje pela manhã entendi o motivo de eu ter achado a história um déjà-vu.
Conheci um tipo assim em 2016. O tipo Kaysar. Negro, professor de história. Na primeira conversa, o choque: "vi meu pai matar minha mãe com 8 anos". Uau. Meu coração derreteu. O tempo passou, e cada vez mais histórias em que ele era o herói-vítima: "fulano não gosta de mim porque sou negro, não tenho dinheiro para o ônibus", até que um dia virou um singelo "pode me emprestar tanto? Preciso de um carro pra levar minha filha na escolinha". Claro, como não?
E a coisa foi longe...a última vez foi dinheiro emprestado pra um quimono novo, afinal "não queria ir pro exame final de faixa com meu quimono velho e rasgado." Total: me deve 2500, mais ou menos. Eu poderia ter viajado. Eu poderia ter comprado o que eu quisesse. Eu poderia não ter passado certos apertos se tivesse esse dinheiro. Houve até um episódio em que eu emprestei meu cartão para ele comprar o tal quimono e eles gastou em outra coisa. mas eu não deveria me preocupar, afinal "eu sempre te defendo de todo mundo". Epa! Me defende de quem? Quem fala mal de mim? "Não posso dizer, você ficaria chateada". E até hoje não sei quem falou.
Lendo isso, vejo como fui trouxa. Sinto vergonha de mim e dos meus atos. Mas fico mais desesperada por ver como as coisas se invertem na vida real. O Kaysar vai ser herói. Assim como esse fulano que tive a infelicidade de encontrar é herói onde quer que ele passe.
Obs: a história do pai que matou a mãe é mentira.
Obs 2: a pessoa em si paga mensalmente uma quantia para um amigo fazer os trabalhos dele da faculdade EAD.
Obs 3: não recebi um centavo até hoje. E sim, sou a louca e bruxa da história.
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