" O mar não tem desenho. O vento não deixa o tamanho."
O título do post é um trecho de Guimarães Rosa.
Por esses tempos andei pensando bastante sobre uma neurose que tenho e que está começando a aflorar.
Por esses tempos andei pensando bastante sobre uma neurose que tenho e que está começando a aflorar.
Sou apaixonada pelo fundo do mar!
Sim, pelo fundo dele. Não gosto de praia, ficar debaixo do sol para me bronzear. No máximo, caminhar na areia. Ah, e também comer camarão, :D
É simples, quem me conhece, sabe que tenho problemas com liberdade. Não sei bem explicar, mas liberdade em todos os sentidos. E o mar representa liberdade para mim. Sempre digo que se morrer por decisão própria, vai ser entrando no mar.
Quer me ver em transe é ter em algum filme aquela típica cena de mar revolto com o tempo nublado. Nossa, viajo legal...choro horrores. Deve ser porque o mar é um absoluto desconhecido, assim como a liberdade é em minha vida. Não sei o que é ser livre. Não é mimimi, é realmente um questionamento filosófico para mim.
Curioso ver que a única princesa da Disney de que gosto é justamente a Ariel, a sereia. Aquele cabelo vermelho fez a neurose da minha infância. O único documentário "baboseira" do Discovery que me encantou foi sobre sereias.
Sim, as cores e os animais do mar também chamam muito minha atenção.
E comecei a fazer um apanhado esses tempos de materiais literários que tenham o mar como personagem ou pano de fundo. Começando com o link do já citado conto A pequena sereia: https://pt.scribd.com/doc/89271261/Conto-A-Pequena-Sereia-ORIGINAL-E-COMPLETO
Senti de não ter escolhido este conto para fazer um trabalho em literatura infanto-juvenil.
Senti de não ter escolhido este conto para fazer um trabalho em literatura infanto-juvenil.
O livro que marcou minha infância é chamado "O outro lado da ilha", de José Maviael Monteiro. Gente, pense numa criança LOUCA por um livro. Fiquei apaixonada. Perdidamente. É a história de um grupo de de pessoas que fica preso em ima ilha e fatos estranhos começam a acontecer, como animais serem mortos e despedaçados, o cachorro que começa a latir desesperadamente no meio da noite, a criança que vê algo estranho no quintal numa noite de tempestade, etc Clichê? Muito, mas aquilo me divertiu horrores. O link (que livro caro!); http://www.saraiva.com.br/o-outro-lado-da-ilha-col-vaga-lume-306603.html
O filme com o mar da minha vida é Titanic. Faz uns dois anos que não vejo mais, me proibi. Esse filme me faz muito mal. Choro dias seguidos. Mas é óbvio que a cena deles na proa "voando" é linda. O mar aí é o "vilão".
Sobre as muralhas do mar
Sobre as muralhas do mar conversaremos.
Sobre as muralhas do mar, entre areias,
espumas, colunas,
o que passa e o que perdura.
Conversaremos.
Conversaremos de um tempo
que imaginamos.
Que não houve: azuis e verdes
caminhos, destinos, glorias.
espumas, colunas,
o que passa e o que perdura.
Conversaremos.
Conversaremos de um tempo
que imaginamos.
Que não houve: azuis e verdes
caminhos, destinos, glorias.
Conversaremos.
Os muros do mar são altos.
E esquecemos.
E as perguntas ficam intactas,
não mudadas em respostas.
E esquecemos.
E as perguntas ficam intactas,
não mudadas em respostas.
Como é o som das palavras sobre as ondas?
E um riso de asas, de brisas
de uma alegria selvagem escutaremos.
No longínquo mar das almas.
E um riso de asas, de brisas
de uma alegria selvagem escutaremos.
No longínquo mar das almas.
Não conversaremos
Los Angeles, 1959
Cecília Meireles
In: Viagem (1939)
In: Viagem (1939)
Mas pretendo me ater em livros. O meu favorito sem dúvidas é "Trabalhadores do mar", de Victor Hugo. Li a versão traduzida de Machado de Assis. Em resumo, é a coisa mais linda do mundo. Moby Dick comecei a ler e pretendo retomar.

Comentários
Postar um comentário