O clichê do balanço dos seis meses.
Julho está indo embora.
Ontem, um domingo, estava sozinha no quarto e fiz uma reflexão sobre esses seis meses. É pouco tempo? Não sei, mas passei por umas situações que me fizeram rever muitas coisas.
Em janeiro passei por um momento muito difícil. Momento de tristeza, solidão, no qual me senti um monte de lixo. Abandonei meu emprego porque simplesmente não queria mais saber de nada. Ainda bem que aqui em casa somos pobres e eu não me dei ao luxo de parar de trabalhar totalmente, pois seria covardia com meus pais. Mas não foi fácil. Fantasmas do passado voltaram, medos, e tudo o mais.
Até que tudo passa.
Comecei um novo relacionamento há pouco. Está indo tudo bem por enquanto.
No quesito profissional, descobri que gosto muito de fazer o que faço. Estava no lugar errado, onde aliás fiquei por sete anos (!). Sete anos e não tive nada em troca. Agora estou nesse emprego há um ano e meio e muito feliz. É muito bom você sentir que gosta do que faz, mesmo que preparar uma aula leve horas. Porque lá tenho uma pessoa que acredita em mim. Disse no meu post sobre a Mulher-Gato que durante toda a minha vida havia sido poucas essas pessoas. E são mesmo, cada dia que passo, vejo isso mais claramente.
Aqui em casa, sinto que estou num relacionamento melhor com meus pais. mais tolerante, ou pelo menos estou tentando ser. E sinto que eles também. ainda que eu ache que faço muito pouco para retribuir o que minha mãe faz por mim. Queria ter um salário melhor e saber dirigir para fazer coisas para eles. Mas o primeiro item está resolvido e o segundo será assim que eu tiver um extra. Aliás, uma das coisas que mudaram foi que percebi que quem nasce "pobre" como eu, precisa trabalhar. Não tem jeito. Mas estou muito tranquila com isso. Antigamente me revoltava por trabalhar no sábado, por exemplo. Hoje não. Um dos motivos é a já citada satisfação no ambiente onde estou. E também você pensa que não é um trabalho nada ruim, que canse horrores.
Com o corpo, é a briga de sempre. Luto para me sentir bem gorda, mas não consigo. E aí faço dietas malucas, caminhadas de quase três horas e tudo o mais. E quando emagreço, me sinto uma vendida. Clichê!!!
A única coisa que queria melhorar é o meu não saber ter mais de um foco. Em maio, estava num momento muito conturbado e não consegui fazer mais nada. Não posso ser assim, mas acredito que seja uma questão de costume. E também minha dificuldade com o maldito "não". Saber escolher, tomar decisões me dão dores de cabeça e enjoos (de verdade). Se eu tivesse sido mais dura na situação pela qual passei em maio, por exemplo, acho que me sentiria muito melhor comigo mesmo hoje em dia. Ou estaria lamentando por ter sido egoísta, não sei.
Enfim, me vejo mais calma e um pouquinho menos sentimental. Mas só um pouquinho, hahaha. Me esforço para ser mais prestativa e menos quieta. Tento me divertir mais com coisas de que gosto e aprender novas. Vamos ver como estarei em dezembro.
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