O pião caiu?
Inception/A origem.
Assisti ao filme A origem há alguns meses.
O passado morreu e não podemos esperar que ele volte.
A cena no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=-ipr7AhALLk
Assisti ao filme A origem há alguns meses.
Fiquei apaixonada pelo filme. A começar pelo elenco com atores que amo, depois o enredo, e finalmente a fotografia.
Mas como aqui falamos de neuroses, comecei e escrever meu blog logo após ver este filme. Ele foi muito importante para mim porque consegui fazer metáforas com relação a minha vida, obviamente no campo dos relacionamentos.
Todos já tiveram uma Broomhilda (do Django Unchained), como mencionado na post anterior. Aquela pessoa por quem você faria qualquer coisa porque ela vale a pena.
Inception me fez analisar um relacionamento no qual eu tive minha Mal. Uma das neuroses mais difíceis que tive de vencer, se é que venci. Às vezes, acho que ela está dormindo e vai voltar da caverna para me atormentar.
A Mal no filme não deixa Cobb (Leonardo DiCaprio) ser feliz e fazer o que tem de fazer. Quando ele está prestes a concluir algo, ela aprece e ferra com tudo. É uma lembrança constante, que simboliza a culpa por ele ter criado um ambiente propício para ela cometer suicídio. Aliás, a cena de suicídio dela me deu arrepios.
Enfim, Mal está sempre ali, na espreita. Cobb dorme apenas para poder vê-la. Isso me lembra de que às vezes deixamos de viver a "vida real" apenas para ficar no limbo, imaginando coisas que não darão certo, que não são possíveis. Ele fala da casa onírica deles como algo rela, verdadeiro. Não, não é. Não existe. Esquecemos de olhar para frente. Esquecemos que às vezes temos de aceitar as coisas.
Cobb foi culpado? Sinceramente, não acho. Como uma pessoa querida me dizia "às vezes dá merda". E deu. A tia surtou, mas não foi culpa dele.
Relacionamentos não são fáceis. Quem está de fora, adora dar pitaco, existem blogs e revistas aos montes explicando como seduzir, como arrasar na primeira noite, como encarar o término, blá blá blá. E eu não estou nem aí para essas convenções.
E o fato é que quando Mal e Cobb têm sua última cena, ele dá aquela esculacho na belezinha (acho que nunca odiei tanto uma personagem) que eu lembro que fiquei em pé. Gente, que magnífico!
Aquilo sim é um final. Que adeus!
"Eu sinto sua falta mais do que posso suportar, mas nós tivemos nosso tempo juntos. Eu preciso esquecer você".
E aí eu vi o quanto nos boicotamos por alguém que às nem existe mais, se é que um dia existiu. É duro, mas temos de dizer adeus, temos de ir em frente. Aquela pessoa que ficou para trás, ficou. Não significa que vamos deixar de sentir falta, que ela vai sumir do nada. Mas ficar num passado que não volta é muito complicado.
Lembro que decidi não mais pensar sobre isso.
A cena no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=-ipr7AhALLk

Comentários
Postar um comentário