Dia do Beijo.

Hoje, 13 de Abril, convencionou-se como o "Dia do beijo". No Facebook, fotos choveram o dia inteiro. Vi a língua de todo mundo quase, rsrsrs.

Expressão de afeto, em algumas sociedades é correto beijar na boca até os menos conhecidos, falando aqui do vulgo "selinho". A França é um dos lugares onde isso acontece, segundo minhas professoras da Aliança Francesa que tiveram contato com nativos. Na Idade Média, o selinho entre homens era sinal de pacto, como na caso da relação de Suserania e Vassalagem, durante a cerimônia de posse.

Na igreja Católica, havia o chamado Beijo Sagrado, ou Osculum Pacis: acreditava-se que havia a transferência de espíritos entre aqueles que se beijavam na bochecha. Até certo período do século XVI, era parte da celebração da missa.

A Reforma Protestante o eliminou de vez das celebrações.

Sempre me perguntei como deve ter sido o primeiro casal a descobrir o prazer do tal do beijo. E ainda, caso este não tivesse sido convencionado, como expressaríamos carinho, amor e tudo o mais (sem entrar em juízo de valor de ser bom ou ruim, realmente, como seria?). É aprendido? Todos que o fazem sentem prazer?

Hoje, o beijo é cartão de visita em relacionamentos. Grande parte das pessoas inicia ou encerra um algo a mais depois do primeiro beijo. Existem vídeos na internet com técnicas para sempre beijar melhor. E polêmicas como o beijo gay em novelas.


No mundo das pinturas, acho o quadro " Le Baiser à la dérobée", de Jean Honoré, uma gracinha digna de Hebe Camargo:





Na poesia, celebro o dia com Byron e Drummond:

Then there were sighs, the deeper for suppression,
And stolen glances, sweeter for the theft:
And burning blushes, though for no transgression.”


"Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa."

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